Prefere ler? Veja o resumo em texto
Objetivo
Busco desafios que me façam transpor barreiras e encontrar alternativas onde outros veem obstáculos. Quero aplicar mais de 40 anos de experiência em sistemas, processos e automação tendo a inteligência artificial generativa como parceira na equipe, e não como simples ferramenta: ela amplia o que a experiência já sabe fazer, e juntas geram soluções e resultados concretos.
Não quero ser um candidato à vaga. Quero ser a pessoa que vai resolver o problema de quem me contratar. O dinheiro é uma necessidade e faz parte, mas não é o objetivo: a remuneração pelo meu tempo é muito mais que isso.
Sobre mim
Minha carreira acompanhou cada grande mudança da tecnologia, e em cada uma delas estive entre os primeiros a aplicá-la na prática. Comecei com COBOL e Unix, passei por Clipper e Delphi, e hoje desenvolvo em Python e para Android. Vivi a chegada da internet e, desde 2024, o início da inteligência artificial generativa: comecei com o ChatGPT e hoje uso o Claude como ferramenta central de desenvolvimento, pesquisa e estudo.
Não tenho fronteiras: nenhum lugar ou desafio é longe demais para que eu tente alcançá-lo. O fracasso também faz parte do aprendizado; o que não se pode é desistir ou deixar de tentar. Tenho 64 anos de idade e mais de 40 de tecnologia, sempre atualizado e aberto a mudanças de área e de localização.
A tecnologia que vivi
À medida que os anos passaram, eu sempre fiquei mais atualizado:
- Guardei programas em fita cassete, num gravador ligado a um computador Apple de 8 bits.
- Quando o armazenamento era em disquetes flexíveis, adquiri um HD rígido.
- Instalei o Windows com uma pilha de disquetes.
- Em 1986, já assistia a palestras sobre como seria o futuro, com objetos e máquinas conectados: a ideia que hoje chamamos de Internet das Coisas.
- Quando a folha de pagamento era totalmente manual, implantei uma informatizada.
- Vi o kardex (controle de estoque em fichas) dar lugar à informatização.
- Linguagens hoje consideradas "mortas": COBOL, Pascal, LTD, Clipper e dBase.
- Sistemas operacionais: DOS, Windows 1.0, Novell NetWare e Linux, que na época era o rei do correio eletrônico.
- Redes com cabo coaxial, o modem antes do switch, e a internet discada pelo UOL.
- Lembro-me, como se fosse hoje, da chegada da internet. Passei pelo ICQ, MSN, Orkut e Facebook.
- Dados: do COBOL ao SQL, Firebird (com Clipper), Oracle e Firebase (não relacional).
- Pioneiro no uso de thin clients, via RDP no Windows e no Linux.
- Pioneiro no uso de leitores de código de barras, de biometria como identificação e de VPS (servidores virtuais).
- E sigo até hoje: agora me dedico à inteligência artificial.
Competências
Inteligência Artificial
IA generativa no dia a dia desde 2024 (ChatGPT, Claude): desenvolvimento assistido, pesquisa, documentação e automação. Busca semântica com IA (descrição de documentos e embeddings).
Desenvolvimento
Python, Flet, FastAPI, SQLite, Android. Experiência anterior em COBOL, Clipper, Delphi, Firebird e Unix. Sistemas como serviço (SaaS).
Automação e IoT
Arduino e Raspberry Pi: desenvolvimento de duas máquinas de autoatendimento. Integração de sistemas com rastreadores veiculares. Totens com biometria. Eletrônica automotiva (centrais eletrônicas).
Eletrônica
Fontes chaveadas, áudio, potência e inversores solares (2025). Elétrica residencial (2025). Engenharia reversa de placas: esquemas no KiCad, simulação e diagnóstico.
Conteúdo audiovisual
Coordenação de operação de vídeos curtos para marketing de afiliados (Mercado Livre, Shopee, Amazon), com CapCut e Canva.
Gestão e processos
Gestão de CPD e BI, logística com 25 caminhões/dia, automação de depósito e indicadores de vendas em tempo real.
Experiência profissional
- Desenvolvimento de SaaS e aplicativos em Python/Flet com apoio de IA generativa: gestão, crediário para microempreendedores e controle pessoal.
- Repositório técnico com busca semântica por IA (descrição automática de documentos e busca por significado).
- Engenharia reversa e documentação de placas eletrônicas (fontes chaveadas, placas de controle).
Após a morte da minha mãe, em 2024, enfrentei uma crise de pânico e cheguei a pensar em tirar a minha própria vida. Para superar, fui trabalhar como ajudante de pedreiro na obra do meu irmão Sérgio, sem nenhuma regalia. Ali aprendi muito sobre construção civil, inclusive como não fazer. E, mais uma vez, inovei: comprei um nível a laser para apresentá-lo ao pedreiro, ensinei-o a usá-lo e também a operar a máquina de assentar cerâmica.
O trabalho me devolveu o chão. Hoje sigo em frente, aprendendo todos os dias.
- O problema: com a lei da jornada dos motoristas e o diário de bordo ainda precário, as transportadoras recebiam uma avalanche de ações trabalhistas e, sem documentos para se defender, perdiam a maioria. Eu via isso de perto no escritório.
- TOTH (2015): interpretar o arquivo do rastreador do caminhão, ligando motorista e caminhão, para gerar o diário de bordo e, na hora de uma ação, o relatório com toda a movimentação do motorista. Solução inédita, numa época em que ainda nem se cogitava IA.
- Produtividade: na Lida, passei a calcular a produtividade de cada motorista (carga × rodagem), com pontuação configurável que premia e pune, principalmente o excesso de velocidade.
- CRONOS (2020): evolução do TOTH, em operação até hoje. Começou em paralelo ao escritório; depois segui sozinho por cerca de dois anos.
- Clientes: as transportadoras Ghisolfi (a primeira), Dellmar e Lida, parceira até hoje.
- Grandes operações a serviço da Ambev: Fadel (Vitória) e Horizonte (Manaus, Recife e São Luís), com totens de consulta de produtividade com biometria, uma inovação na época.
- Projeto e desenvolvimento de duas máquinas de autoatendimento.
- JOSHUA (Delphi): sistema de controle jurídico que gerenciou o escritório, com cálculo trabalhista integrado, inédito na época.
- 2008: curso de banhos de metais (galvanoplastia), 6 meses.
- 2009: curso de centrais eletrônicas automotivas em Foz do Iguaçu, na Luiz Auto Elétrica, na época a única que fabricava e vendia testadores de centrais eletrônicas da linha leve. Complemento em São Paulo: ciclo Otto e máquinas amarelas (linha pesada).
- Convidado para realizar auditoria e consultoria financeira e administrativa na empresa.
- Sistema de garantia estendida, logo no início dessa categoria no varejo.
- Sistema de carga e descarga com rastreio de procedência e lote; gestão do depósito com 25 caminhões de entrega por dia e implantação da entrega em 6 horas.
- Controle de vendas e resultados em tempo real entre as lojas, via RDP sobre internet por rádio (alta latência), numa época em que nem existia QR code.
- Tecnologias: Clipper e banco de dados Firebird.
- Gestão de BI (indicadores e resultados da rede) e controle do CPD.
- Em paralelo: estudo de COBOL e desenvolvimento da primeira folha de pagamento automatizada da Prefeitura de São Gabriel da Palha.
Linha do tempo
- 1967Início de tudo: alfabetizado aos 5 anos
- 1974–76ETFES: Técnico em Mecânica
- 1977Hitachi Zosen: estágio em metalmecânica
- 1978UFES: Agronomia (até o último semestre) e aprovação no Banco do Brasil
- 1983–95Banco do Brasil · primeiro computador (Sisco) · COBOL · primeira folha de pagamento automatizada da PM de São Gabriel da Palha
- 1996–00Superlar: suporte à diretoria e RH
- 2000–07Eletrocity: gestão de logística, CPD e BI · garantia estendida · carga e descarga com rastreio · vendas em tempo real · entrega em 6 horas
- 2007Dental Vitória: auditoria e consultoria financeira e administrativa
- 2008Curso de banhos de metais (galvanoplastia)
- 2009Centrais eletrônicas automotivas: Foz do Iguaçu (Luiz Auto Elétrica) e São Paulo (ciclo Otto e máquinas amarelas)
- 2011–16Advocacia Nicolau: JOSHUA, com cálculo trabalhista inédito
- 2015TOTH: jornada de caminhoneiros pelo rastreador (Ghisolfi, Dellmar, Lida) · totens com biometria para Fadel e Horizonte (Ambev)
- 2017–19IoT: duas máquinas de autoatendimento (Arduino e Raspberry Pi)
- 2020CRONOS: evolução do TOTH
- 2020–24Dedicação em tempo integral aos cuidados da mãe, mantendo o CRONOS em operação
- 2024Inteligência artificial generativa: ChatGPT e depois Claude
- 2024–25Superação: depois da perda da minha mãe e de uma crise de pânico, recomecei como ajudante de pedreiro na obra do meu irmão Sérgio e levei o nível a laser para a obra
- 2025Eletrônica: fontes chaveadas, áudio, potência e inversores solares · Elétrica Residencial (Grau Profissionalizante)
- 2026Desenvolvendo SaaS e aplicações com IA
Formação
- Técnico em Mecânica — Escola Técnica Federal do Espírito Santo (ETFES / atual IFES) — 1974–1976
- Agronomia — Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) — superior incompleto
- Eletrônica — fontes chaveadas, áudio, potência, inversores solares e manutenção de placas inversoras — cursos (2025)
- Elétrica Residencial — Grau Profissionalizante — concluído (2025)
- Centrais eletrônicas automotivas — Luiz Auto Elétrica, Foz do Iguaçu, e complemento em São Paulo (ciclo Otto e máquinas amarelas) — 2009
- Banhos de metais (galvanoplastia) — 6 meses — 2008
- Refrigeração — curso online concluído
Informações adicionais
- Residente em Cariacica – ES, próximo a Vitória. Disponibilidade total: horário integral ou meio período; presencial, híbrido ou remoto; viagens e mudança de cidade.
- CNH categoria AB.
Entrevista antecipada (ou: FAQ do Sebastião)
Estoque é dinheiro e deve ser tratado como tal: inventário diário e procedimentos individualizados (cada um responde pelo que é seu); produtividade × horas de trabalho; assertividade × produtividade. Meu foco é que a empresa tenha lucro. Vale o que combinamos, e todo acordo é válido até ser rediscutido.
Liderar não é dar ordens. É passar confiança e criar um objetivo comum.
Erro não é punição, é aprendizado para não se repetir. Saber quem errou é importante para consertar, não para punir. Em alguns casos é preciso substituir quem errou: quando o mesmo erro se repete depois de explicado, ou quando falta compromisso.
Se é pessoal, tem de ser resolvido fora do trabalho. Se é sobre um processo, cabe um moderador. E, de novo, é um erro de que se aprende para não repetir e evoluir.
A base é o conhecimento. A tecnologia é um recurso a mais, muito poderoso, que eu jamais ignoro. A IA dá opiniões e conhecimento, mas não toma decisões: quem decide sou eu.
Com temperança, olhando o objetivo da empresa. Cliente bem atendido volta; cliente enganado não volta nunca.
Cada caso é um caso: em muitos cargos tem de ser o mais jovem mesmo. Não podemos criar uma competição, e sim uma união. O jovem traz velocidade e energia; eu trago 40 anos de erros já cometidos que ele não precisa repetir. Juntos, a equipe vai mais longe.
A empresa vive de lucro, e eu não posso ser um custo para ela. Quero ganhar o meu salário, e não que a empresa simplesmente me pague. Disponibilidade total: horário integral ou meio período, presencial, híbrido ou remoto, com disponibilidade para viagens e mudança de cidade.
Peço um tempo para aprender, ou ouço quem sabe.
Onde quero estar amanhã: sabendo mais do que sabia ontem, rendendo mais, mais sereno. E, se não puder produzir mais, que ensine mais.
O que ainda estou aprendendo
Ninguém é feito só de virtudes. Estes são os pontos em que sigo trabalhando:
- Dispersão: minha curiosidade me leva a abrir muitas frentes ao mesmo tempo. Estou aprendendo a escolher uma e levá-la até o fim antes de começar a próxima.
- Paciência com os detalhes: a vontade de avançar às vezes passa na frente da revisão. Hoje reviso com calma, e a própria construção deste currículo foi um exercício disso.
- Ímpeto de produção: quando estou produzindo, às vezes passo dos limites com as pessoas. Uma colega de RH me ensinou, com calma e temperança, que o ritmo do trabalho não pode atropelar ninguém. Nunca esqueci a lição e sigo melhorando nisso.
- Marketing e vendas: sei construir produtos, mas divulgar e vender não é o meu forte. Por isso valorizo parcerias e trabalho em equipe.
- Prática de bancada: tenho muita teoria em eletrônica, elétrica e refrigeração, e estou construindo a prática, placa por placa.
- Limitação parcial no braço esquerdo: o braço é um pouco atrofiado e tenho cerca de 30% de limitação em alguns movimentos dos dedos. Convivo com ela e me adapto com ferramentas e métodos (suportes, microscópio, organização da bancada). Não me impede de trabalhar; tenho laudo médico (PcD).
Minha riqueza
Se eu tivesse um nome na mitologia grega, seria Quíron: o mestre que aceitou ser mortal e fez da sua sabedoria um legado.
Por isso me considero milionário. Não de algo que pode evaporar, mas de uma riqueza infinita: tudo o que vivi, aprendi e posso deixar.
Pessoal
Esposo de Leila, pai de Mirela e Marcus Vinicius e avô de Bernardo.
Uma reflexão final
Um filme reforçou o que penso: O Preço do Amanhã (In Time, 2011). Nele, o tempo é a moeda: as pessoas pagam tudo com minutos de vida. Os quase imortais vivem parados e com medo de perder; os que têm pouco tempo vivem cada minuto com intensidade.
Para mim, o tempo também é a verdadeira moeda. Por isso a remuneração pelo meu tempo é muito mais que dinheiro, e por isso não quero ser imortal: quero que cada degrau valha.
É o que penso hoje. Se amanhã me convencerem do contrário, eu mudo, porque quem está sempre certo para de aprender.
Declaração
Declaro que neste currículo não inventei nada. Quase tudo, cerca de 90%, foi resgatado da minha memória. Como humano, posso ter falhado em alguma data ou sequência, mas não nos fatos que vivi.